Convocações reforçam a luta do Sindpecri por um quadro completo na Polícia Científica

A nomeação de 7 médicos-legistas e 30 peritos criminais para a Polícia Científica de Minas Gerais representa mais um avanço conquistado pela pressão contínua do Sindpecri. Antes dessas convocações, o Estado contava com 675 peritos; agora, o número chega a 695 profissionais. O crescimento é real, mas ainda insuficiente diante da necessidade prevista em lei.

A Lei Orgânica da Polícia Civil (Lei 129/2013) estabeleceu que o quadro ideal para atender todos os municípios mineiros é de 903 peritos. Isso significa que, mesmo com as novas nomeações, a Polícia Científica ainda opera com uma defasagem média de 200 profissionais — um déficit que impacta diretamente a cobertura pericial, a qualidade das investigações e a saúde laboral dos servidores.

Essa realidade não é nova. O número de 903 peritos foi definido após estudos técnicos e intensa mobilização sindical. O Sindpecri atuou de forma decisiva na construção da lei, garantindo que ela refletisse a demanda real da perícia mineira. Desde então, o sindicato mantém uma atuação firme, estratégica e persistente para que o Estado cumpra o que está previsto.

As nomeações recentes são prova de que a luta funciona — mas também evidenciam que ela precisa continuar. O sindicato segue cobrando concursos, estrutura, valorização e o preenchimento integral do quadro legal. A cada gestão, a pauta é retomada, reforçada e defendida com dados, argumentos e mobilização.

O Sindpecri não recua. 

O Sindpecri não se acomoda. 

O Sindpecri segue lutando — até que os 903 cargos previstos em lei estejam preenchidos e a Polícia Científica tenha a estrutura que Minas Gerais merece.