Minas Gerais aparece entre os piores salários da Polícia Civil no país, aponta estudo

Belo Horizonte — 06/08/2026 Minas Gerais ocupa uma das últimas posições no ranking nacional de salários da Polícia Civil, segundo o estudo Raio‑X das Forças de Segurança, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento, que reúne dados enviados pelas secretarias estaduais de segurança, mostra que o estado tem a menor média salarial bruta do país para investigadores, escrivães e delegados.

De acordo com o estudo, o salário bruto médio dos policiais civis mineiros é de R$ 12.195,03, valor que coloca Minas Gerais na última colocação entre as 27 unidades da federação. A média nacional é de R$ 15.512,52, o que significa que os profissionais mineiros recebem cerca de 21% menos que o padrão nacional.

O contraste é ainda maior quando comparado aos estados que lideram o ranking. No topo está o Amazonas, onde a remuneração média chega a R$ 26.824,02 — mais que o dobro do valor pago em Minas. Tocantins e Mato Grosso completam a lista dos três maiores salários.

Diferença regional e impacto no serviço

Especialistas ouvidos pelo Fórum afirmam que a disparidade salarial entre os estados contribui para a migração de profissionais e para a dificuldade de reposição de quadros, especialmente em estados com remuneração mais baixa. O estudo também aponta que a Polícia Civil mineira opera com déficit de efetivo, assim como ocorre em todo o país: são 97 mil policiais civis em atividade no Brasil, quando o ideal seria 175 mil.

Contexto nacional

O levantamento revela que, apesar das diferenças regionais, as polícias civis têm remuneração média superior à das polícias militares. Ainda assim, ambas as forças enfrentam desafios estruturais, como déficit de pessoal, baixa presença territorial em alguns estados e crescimento desigual entre as corporações.

Pressão por valorização

Em Minas Gerais, entidades representativas da categoria têm reforçado pedidos de recomposição salarial e melhores condições de trabalho. O estado já havia sido apontado em anos anteriores como um dos que mais enfrentam defasagem na remuneração dos servidores da segurança pública.

Fonte: com informações G1