O Sindicato dos Peritos Criminais de Minas Gerais (Sindpecri) participou, nesta segunda-feira (22), de uma reunião decisiva com a Chefia da Polícia Civil e a Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC). Em pauta, duas reivindicações históricas da categoria: a construção do novo prédio do Instituto de Criminalística (IC) e a implantação da Unidade de Custódia.
Participaram da reunião, pela Chefia da Polícia Civil, a delegada-geral Letícia Gamboge, os delegados Marcelo Galizzi e Guilherme Vasconcelos. Pela SPTC, estiveram presentes Thales Barcelos, superintendente de Polícia Técnico-Científica; Bruno Felipe, diretor do Instituto de Criminalística; e Filipe Dapieve, assessor da SPTC. Representando o Sindpecri e a Acemg, participaram o presidente Wilton Ribeiro de Sales, Manoel Odinei, Heuber Dornas e Nésio Wolhein do Amaral (Tininho).
Após anos de pressão e articulação sindical, o governo de Minas confirmou o investimento de mais de R$ 75 milhões para a construção do novo Instituto de Criminalística da Polícia Civil. A licitação está prevista para dezembro e o terreno — localizado no bairro Nova Gameleira — possui 7 mil m². O projeto contempla mais de 11 mil m² de laboratórios modernos, com tecnologia de ponta, garantindo condições dignas de trabalho para os peritos criminais.
Além disso, foi anunciada a destinação de cerca de 400 m² no antigo prédio do Detran, na Avenida João Pinheiro, para a instalação da Unidade de Custódia. Cinco auxiliares de perícia atuarão sob a gestão de um perito responsável, assegurando o controle e a guarda dos vestígios periciais conforme determina a legislação.
Importante destacar que o atual prédio do Instituto de Criminalística, localizado no bairro Barro Preto, será transformado na Unidade de Custódia da capital após a conclusão do novo IC — uma solução que atende à urgência apontada pelo sindicato há anos.
Reconhecimento da luta sindical
A construção do novo IC representa uma conquista concreta da mobilização da categoria. O prédio atual, instalado de forma improvisada na antiga fábrica de cigarros da Souza Cruz, não atende às exigências técnicas e estruturais da atividade pericial. O Sindpecri vem denunciando essa precariedade há anos, exigindo respeito e estrutura para os profissionais da perícia oficial.
O presidente Wilton Ribeiro tem sido voz ativa na defesa da criação das Unidades de Custódia, previstas na Lei 13.964/2019 (Lei Anticrime). Em reunião com a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto, em dezembro de 2022, Wilton apresentou documentos e levantamentos realizados pelo sindicato, indicando imóveis obsoletos na capital e no interior que poderiam abrigar essas unidades.
A luta continua
O Sindpecri reforça que, embora o anúncio represente um avanço importante, a luta não termina aqui. É preciso garantir que as obras saiam do papel, que os prazos sejam cumpridos e que as Unidades de Custódia sejam implementadas em todas as regiões do Estado. A categoria segue mobilizada, vigilante e determinada a conquistar condições de trabalho compatíveis com a relevância da perícia criminal para a segurança pública de Minas Gerais.