Forças de Segurança prometem não recuar contra o governo

Os servidores da Segurança Pública de Minas Gerais, firmes na luta por direitos que lhes foram prometidos e descumpridos pelo Governo, uniram-se em um ato na manhã desta terça-feira (8), exigindo respeito às leis e à dignidade da categoria. A manifestação, iniciada na emblemática Praça Sete, no coração da capital mineira, foi marcada pela interdição total de um dos principais cruzamentos da cidade, o da Avenida Afonso Pena com as ruas Tupinambás e Espírito Santo, sentido Mangabeiras, evidenciando a força e a insatisfação dos trabalhadores.

Com discursos inflamados e denúncias explícitas, os representantes da categoria apontaram falhas no cumprimento de acordos salariais firmados em 2019, acusando o governo estadual de minar a confiança das Forças de Segurança Pública. Em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, realizada em março deste ano, foi destacado o descumprimento da Lei 24.260, de 2022, legislação que determina o envio ao Legislativo do índice da inflação acumulada como base para a recomposição salarial. Apesar de o índice de 4,82% já ter sido divulgado pelo IBGE, o governo do estado não oficializou a informação, agravando as tensões entre as partes.

As lideranças sindicais condenaram os argumentos apresentados pelo secretário de Estado da Fazenda, Luiz Cláudio Gomes, que alegou limitações financeiras. Esses posicionamentos, somados ao superávit anunciado de R$ 5 bilhões, intensificaram a indignação da categoria, que enfatiza a falta de prioridade dada à segurança pública e aos trabalhadores, especialmente frente aos aumentos expressivos concedidos à alta cúpula governamental.

O movimento sindical, fortalecido pela união das categorias das Forças de Segurança Pública, promete intensificar os atos nos próximos dias, caso o governo estadual não apresente medidas concretas para sanar as perdas inflacionárias acumuladas e honrar compromissos firmados.